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Eros e a loucura

o peso do mundo:
um transe etéreo,
ouvido apático,
onírico; no fundo.

hígidos monstros
construídos bem ali,
na distante terra
dos fundamentos
etílicos.

ora se libertam,
heréticos, fumam
e deliram,
libertinos,
frouxam as cordas
de concreto.

ora, todos correm
pra esquina:
aparada, refratária
e súbita.

ora, na virilha,
até o ponto
de arder
e implorar amor.

ora se libertam,
rosnam aquelas
gargantas roucas,
dos gárgulas
das mãos doutas,
inclinadas, às ilíacas.

ora… têm febre na cabeça do poeta.

2 Comentários
  • Responder
    22 de julho de 2019, 19:35

    E pela beleza da poesia, esta febre arde ardentemente de amor e pouco de (lúcida loucura)…

    • Responder
      24 de julho de 2019, 03:34

      Exato querido amigo; a febre não cede, inspira…

      Abraço.

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