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Cardinal

não estou pra alienar a poesia, porquanto, tenho a lua em áries e é como ter a pele no brio de outras estações e outros sacrifícios. quais sejam: tempestade, movimento, intemperança e loucura. a gula se sobrepõe ao comedimento, o que me faz flertar com o caos e seus outros signos, suas bordas me acolhem sob a árvore de baco e sugam o rio caudaloso e ácido do meu espírito, na tentativa de me ver aspirar o pó da letargia. devolvo um rodamoinho naqueles semideuses e suas criaturas, hiperventilo alto e em ebulição. já disse: tenho a lua em áries e não tenho paciência pros seus consentimentos, não estou nem aí pras suas mentiras e condescendências pois, temem a mim, os seus facínoras. minha reputação é a de prendê-los aos conventos mais intragáveis deste mundo que, como sei? por nunca sentir o lampejo de qualquer bendição, tenho a poesia em áries.

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