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Achegado

vez ou outra tropeço
num verso guardado,
que se exibe feito novo,
mesmo trajado de trapo
velho e empoeirado.
numa gaveta encoberto
por underwear ou
por entre coisas
importantes demais
pra parecer
sempre a mesma,
depois de soprado
limpo e esticado,
vai se confortar
nos braços
d’outro poema.
no canto mais úmido
e iluminado da boca,
d’onde coça a úvula,
escorrega a poesia
escancarada e louca.
quando se distrai do mundo
e se perde e se abstrai,
pula o verso
por detrás da orelha;
pulula a pulga
e tinge as frutas e se
esconde por debaixo
das vergonhas.
o que temos no rosto:
maçãs vermelhas.

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