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Mínimo

não é culpa minha
louvar os dias ruins;
servem pra amar mais
e depois, mais ainda
e, com gosto.
aquele gesto feio,
imperativo e cruel,
aquele dia nascido
pro esquecimento,
como o que se diz
ao fim de
qualquer domingo
e o que se fala de
qualquer segunda-feira.
[ não é culpa minha ]
por ser sempre amor,
gostar de fazer
doer bastante
até virar prazer,
pra desgraçar um mundo
até virar nadica de nada
e depois, amar feito
primeiro item da lista.
tudo isso, só pra depois
poder gritar que
no raso e no fundo,
tramar e bagunçar
a poesia e… taí:
é tudo culpa minha,
transformar tudo
o que parece “morrido”,
num dia de primeira.

2 Comentários
  • Responder
    3 de junho de 2021, 09:47

    Poesia bagunçada… Artista tem este direito… bagunceiro rsrsrsrsr

    • Responder
      17 de junho de 2021, 04:31

      Aquela referência à infância: ”tá fazendo arte” rsrsrs.

      Agradeço a presença querido amigo Estevam.

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