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A janela

tenho sido pouco,
à boca.
por precaução,
tornei-me líquido.
saliva em mim
é silêncio,
por temer respostas.

desfiz a cátedra!
[ ambiências demais ]
e meus dogmas
não estão dispostos.
não sou prateleira,
arranquei as vergonhas;
fruto-nu.

tenho me debruçado
ao vazio e
desejado a flacidez
de anti-horário.
célere, só o frio
da vida à nuca,
arrepio.

incólume, recebo
a minha ignorância
com afeto cristão.
quebro as tábuas
e retorno pra
qualquer lugar,
qual seja; sei não…

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