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Inocência

lírios menos pálidos . flagrados num ofurô transbordante de pólen . soprando sementes  só pra ver estourar as bolhas de sabão . e isso se repete nos mesmos dias manhosos dos bebês . que dali mesmo . dos carrinhos . sonham de ponta-cabeça e de nuvem e de céu . naquele passeio da avenida alargada pelo sorriso dos “eu te amos” simultâneos das vovós . que alvoraçam fios cinzas de cabelos impetuosos : os verdadeiros dançarinos das tempestades dos dentes-de-leão . e assim se reforça e se planta o amor . de ruborizar tímidos leõezinhos . depois de colorir os exibidos lírios agora coloridos . e de fazer todo e qualquer jardim . de rosa vermelhar .

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