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Crônica do mundo paralelo II

tenho reparado um tanto mais nas complicações que se lê na tabela nutricional da sofisticação; não é só uma tentativa de congelar o tempo; serve também pra gourmetizar o gosto por tudo o que é simples; dou moral. tenho precisado mais dos remédios. na verdade, pouco precisei deles até aqui, então qualquer coisa é muita e concluo que o que uso agora quando a dor é tamanha; tem sido demais. sou bicho homem; fraco pra dor. claro que me recuso a aceitar a dor como um item de série, como aquela coisa que é soprada nas velas do tempo. o tempo este nó cego que me dói de ver passar tão rapidinho. dói também, de ficar um tanto de tempo em pé, ao passo que fico constrangido de ver tantas cadeiras com assentos de espuma densa e espaldar colorido e convidativo e que agora se lê ( no espaldar ): proibido sentar. 1,5m de distância. mas sacumé: conserto tudo, enlouquecendo. sou o tipo de bicho homem que ninguém repara na piração e até aprovam por admiração; mesmo sabendo que não é bem esta a palavra, eu aceito bem. escrever só, é sol em mim. faz doer menos pelo tanto que aumenta a paixão por viver. e o tempo acaba, bem sei mas, se d(o)er, volto num trovão, pra saber das coisas que dirão de mim. mesmo que doa; vou dar moral.

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